Baleado na cabeça durante um ataque de criminosos com fuzis contra um helicóptero da Polícia Civil, o comandante Felipe Marques Monteiro terá sua memória eternizada em um logradouro público do Rio. O policial morreu em maio deste ano, após mais de um ano de tratamento e recuperação do ferimento sofrido durante uma operação na Vila Aliança.
Felipe atuava como copiloto do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) quando a aeronave foi alvo dos disparos, durante uma operação da Polícia Civil na Zona Oeste. O episódio chamou atenção para os riscos enfrentados pelos agentes que participam de operações aéreas em áreas dominadas pelo crime organizado.
Após ser atingido, o comandante passou por um longo período de internação, cirurgias e reabilitação. A gravidade do ferimento exigiu acompanhamento médico contínuo ao longo de mais de um ano, até que seu quadro se agravou e ele morreu em maio de 2026.
O Projeto de Lei nº 2291/2026, de autoria dos vereadores Marcos Dias e Carlo Caiado, foi aprovado em primeira discussão nesta quarta-feira (19). A proposta dá o nome de Comandante Felipe Marques Monteiro (1980–2026) a um logradouro público ainda sem denominação no município do Rio de Janeiro e ainda precisa cumprir as demais etapas de tramitação previstas pela Câmara Municipal antes de sua eventual transformação em lei.
A proposta busca preservar na cidade a memória de um profissional que dedicou a vida à segurança pública. Para Marcos Dias, a homenagem vai além da denominação de um espaço público e representa uma forma de reconhecer a trajetória do policial e daqueles que colocam a própria vida em risco no cumprimento da missão.
“Felipe Marques Monteiro não é apenas um nome que será colocado em uma placa. É uma história, uma vida e um exemplo de alguém que colocou a própria vida a serviço do povo do Rio. Essa homenagem é uma forma de dizer que nós não esquecemos Felipe, sua dedicação e todos aqueles que diariamente colocam a própria vida em risco para proteger a nossa. Que o nome do comandante Felipe permaneça na cidade como símbolo de coragem, honra e amor ao próximo”, justificou Marcos Dias.
A iniciativa reforça a defesa da segurança pública e da valorização dos profissionais que atuam na linha de frente do combate à criminalidade, além de prestar uma homenagem permanente à memória do comandante Felipe Marques Monteiro.
