Convidado para integrar o painel Tecnologia e Superendividamento, na Legal Conference do Rio Innovation Week, o vereador Marcos Dias defendeu que o avanço tecnológico deve caminhar ao lado da proteção ao consumidor, da educação financeira e da responsabilidade no uso da inteligência artificial. Para o parlamentar, inovação e desenvolvimento precisam estar a serviço das pessoas e contribuir para melhorar a vida da população.
Realizado entre os dias 4 e 7 de agosto, no Pier Mauá, o Rio Innovation Week é um dos maiores eventos de inovação e tecnologia da América Latina. A programação reúne autoridades, empresários, pesquisadores, investidores e especialistas em diversos palcos temáticos para discutir temas como inteligência artificial, transformação digital, empreendedorismo, saúde, sustentabilidade, educação e os desafios das cidades do futuro.
Na manhã desta quinta-feira (6), Marcos Dias dividiu o palco com o procurador-geral do Município do Rio de Janeiro, Daniel Bucar, o advogado e consultor da Comissão de Justiça Federal da OAB-RJ, João Guilherme, e a secretária municipal de Integração Metropolitana, Cynthia Félix. Durante o debate, os convidados discutiram os impactos da tecnologia sobre o consumo, o acesso ao crédito e o superendividamento.
Ao falar sobre os desafios da regulamentação diante do avanço da tecnologia, Marcos Dias afirmou que o Poder Público precisa agir com equilíbrio para acompanhar as transformações sem comprometer o desenvolvimento.
“Precisamos regulamentar quando for realmente necessário, sem sufocar a inovação, o empreendedorismo e o desenvolvimento econômico. O equilíbrio é o caminho.”
Entre os temas centrais de sua participação, Marcos Dias também defendeu que a educação financeira deixe de ser uma ação pontual e se torne uma política pública permanente. Segundo o vereador, o acesso cada vez mais fácil ao crédito, às compras digitais e às plataformas de apostas exige políticas de orientação e prevenção, especialmente para jovens e famílias em situação de maior vulnerabilidade.
“Hoje, o crédito, as compras digitais e as plataformas de apostas estão disponíveis na palma da mão. A tecnologia facilitou o acesso, mas também aumentou os riscos de decisões impulsivas, fraudes e superendividamento.”
Encerrando sua participação, Marcos Dias reforçou que a inovação só faz sentido quando coloca as pessoas no centro das decisões e do desenvolvimento tecnológico. “A tecnologia existe para servir às pessoas, e não o contrário.”
