A cidade do Rio de Janeiro vai homenagear um dos nomes mais conhecidos do esporte comunitário da Zona Oeste. A Lei nº 9.392/2026, publicada no dia 6 de maio de 2026, oficializa o nome do ex-árbitro Luís Antônio Silva dos Santos, o Índio, em um equipamento esportivo público do município.
A proposta é de autoria do vereador Marcos Dias e foi sancionada pelo prefeito Eduardo Cavaliere.
Trajetória marcada pelo esporte
Figura conhecida nos campos da Zona Oeste carioca, Índio construiu uma trajetória ligada ao futebol profissional e ao esporte comunitário.
Sua carreira na arbitragem começou na FERJ, em 1995. Em 1998, passou a integrar o quadro da CBF e, entre 2004 e 2008, fez parte do grupo de árbitros aspirantes à FIFA, consolidando-se como um dos nomes respeitados da arbitragem carioca.
Ao longo dos anos, tornou-se referência entre atletas, dirigentes e profissionais do futebol do Rio de Janeiro.
Atuação social e serviço público
Além da atuação nos gramados, Índio também se destacou pelo trabalho social desenvolvido junto a pessoas com deficiência, participando de projetos da Prefeitura do Rio com atividades de educação física adaptada.
Posteriormente, integrou a gestão municipal, assumindo a Secretaria Especial de Integração Metropolitana em abril de 2024.
Índio faleceu em 2025, aos 55 anos, deixando um legado ligado ao esporte, ao serviço público e às ações sociais nas comunidades cariocas.
Sua morte gerou comoção entre profissionais do futebol, lideranças comunitárias e moradores da Zona Oeste, região onde era amplamente admirado.
Homenagem preserva legado
A nova legislação determina que o Poder Executivo defina o espaço esportivo que receberá a homenagem, preferencialmente uma Vila Olímpica do município.
A iniciativa busca preservar a memória de alguém que utilizou o esporte como instrumento de disciplina, oportunidade e transformação social.
Autor da proposta, o vereador Marcos Dias destacou a importância da homenagem para valorizar personagens que marcaram a história esportiva e social da cidade.
“Índio marcou gerações com seu trabalho no esporte comunitário. Era uma pessoa respeitada dentro e fora dos campos, alguém que entendia o esporte como ferramenta de disciplina, oportunidade e cidadania”, afirmou.
A lei entrou em vigor na data de sua publicação oficial.
