Casos recentes de discriminação registrados em diferentes pontos do Rio de Janeiro acenderam um alerta entre autoridades. O episódio de maior repercussão ocorreu na Lapa, onde um bar foi autuado após divulgar a mensagem: “cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não são bem-vindos”.
Após vistoria, o estabelecimento foi multado em cerca de R$ 9,5 mil por prática considerada discriminatória. A situação ganhou ainda mais gravidade após um novo registro, na mesma semana, no Leblon, envolvendo restrições relacionadas à cultura judaica.
A sequência de ocorrências levou a manifestações no meio político. O vereador Marcos Dias se posicionou cobrando apuração rigorosa e classificando o caso como grave.
“Não se trata de interpretação. Trata-se de exclusão direta, pública e assumida. Excluir pessoas por sua origem fere direitos básicos e alimenta práticas que caminham para a intolerância, a xenofobia e o antissemitismo.”
Marcos Dias é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal e integrante da Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo.
A Frente, presidida pelo vereador Flávio Valle, acionou o Ministério Público do Estado (MPRJ) por meio de notícia-crime, solicitando investigação e responsabilização dos envolvidos nos casos. Para o vereador Marcos Dias, além da apuração, o momento exige medidas firmes por parte do poder público.
“Nossa cidade não pode normalizar esse tipo de conduta. Nenhuma divergência pode servir de justificativa para excluir, constranger ou segregar pessoas. Se houver irregularidades, as responsabilidades precisam ser devidamente apuradas, inclusive com a análise de medidas mais severas.”
Os desdobramentos seguem em análise pelas autoridades, enquanto cresce a pressão por respostas mais duras diante de práticas discriminatórias na cidade.
